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A mulher adúltera e o escândalo da graça

O episódio da mulher pega em adultério, narrado no Evangelho de João (Jo 8.1-11), é daqueles que nos desestabilizam. Porque não fala apenas do pecado dos outros, mas do nosso próprio desejo de condenar. Fala sobre justiça e misericórdia, sobre como a religião pode ser usada como arma e como Jesus desconstrói isso com um gesto silencioso.


Vamos juntos refletir sobre essa passagem tão conhecida, mas que sempre tem algo novo a nos ensinar?
 

O contexto religioso: Jesus como pedra no sapato


Àquela altura do ministério de Jesus, ele já estava incomodando muita gente. Não era só pelos milagres, mas pela autoridade com que ensinava, pela forma como incluía os rejeitados — como samaritanos e publicanos — e pela ousadia de purificar o templo, expondo a hipocrisia religiosa (Jo 2.13-22). As multidões queriam proclamá-lo rei, enquanto os fariseus e escribas queriam silenciá-lo a qualquer custo. Eles não estavam interessados em justiça, mas em encontrar uma armadilha.

É nesse cenário que surge o episódio da mulher adúltera. Uma encenação preparada para pegar Jesus em contradição. Mas, como veremos, o que eles não esperavam era que o foco da história mudasse completamente de lugar.
 

A situação: uma armadilha pública


Jesus estava no templo, ensinando como de costume (Jo 8.2), quando foi interrompido por um grupo de escribas e fariseus que arrastavam uma mulher, pega “em flagrante adultério” (Jo 8.3). A cena já começa cheia de ruído. Como exatamente ela foi surpreendida? Era um caso notório que todos ignoravam até então? Uma armação? Ou seria apenas uma tentativa de criar um espetáculo público de vergonha?

E mais: cadê o homem? Porque, segundo a Lei de Moisés, em casos de adultério, ambos os envolvidos deveriam ser punidos com a morte:

“Se um homem cometer adultério com a mulher de outro homem, com a mulher do seu próximo, tanto o adúltero quanto a adúltera terão que ser executados” (Lv 20.10).

“Se um homem for surpreendido deitado com a mulher de outro, os dois terão que morrer” (Dt 22.22).

O que vemos aqui é uma distorção da lei, usada para expor uma mulher e tentar encurralar Jesus. O pecado sexual é tratado como espetáculo. E a mulher, como bode expiatório.

Para refletir: em que situações, ainda hoje, o peso da culpa é lançado sobre os mais vulneráveis, enquanto outros saem ilesos?

A acusação: distorcendo a Lei

A frase dos acusadores soa acusatória e seletiva: “A Lei de Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres” (Jo 8.5). O uso do plural genérico esconde o fato de que só ela está ali, sozinha, carregando a culpa.

Mas eles não estavam interessados em justiça. Queriam saber: “E o Senhor, o que diz?” A pergunta não é sincera. É uma tentativa de armar uma cilada. Se Jesus concordasse com a execução, perderia a reputação de misericordioso. Se discordasse, seria acusado de desrespeitar a Lei.

Para refletir: Será que, às vezes, usamos a Bíblia como pretexto para afirmar nossas próprias vontades, ao invés de buscar o coração de Deus?

A resposta de Jesus: silêncio e verdade


É nesse momento que Jesus se abaixa e começa a escrever no chão. É a única vez em que a Bíblia registra Jesus escrevendo algo. O que será que ele escreveu? Ninguém sabe ao certo. Mas o gesto tem força. Talvez ele estivesse desviando a atenção da mulher. Talvez estivesse apenas desarmando a tensão.

Diante da insistência, Jesus se levanta e responde: “Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro a lançar-lhe uma pedra” (Jo 8.7). Um silêncio toma conta do ambiente. Um a um, os acusadores vão embora. Do mais velho ao mais novo. A cena se desfaz.

Quem tinha não moral para acusar, foi embora. E o único que poderia condenar, não o faz.

Para refletir: Quantas vezes, ao nos sentirmos justos, acabamos apontando o dedo para os outros, sem olhar para as nossas próprias falhas?

A resposta de Jesus à mulher: perdão e recomeço

Jesus, então, se volta para ela. Mas repare: ao contrário dos fariseus, que falavam dela, Jesus fala com ela.

Ele a chama de “mulher”, o mesmo termo carinhoso que usou com a mãe em Caná (Jo 2.4). E pergunta: “Onde estão os teus acusadores? Ninguém a condenou?” Quando ela responde que não, Jesus diz: “Nem eu te condeno. Vai, e não peques mais.” (Jo 8.10-11)

Jesus não ignora o pecado. Mas também não a condena. Ele mostra um novo caminho. Dá à mulher algo que os acusadores nunca poderiam dar: dignidade.

Para refletir: Quando falamos de arrependimento e perdão, estamos prontos para oferecer às pessoas a chance de recomeçar? Ou esperamos que elas carreguem para sempre o rótulo do erro?

Conclusão: do julgamento à graça

Essa história não é só sobre uma mulher adúltera. É sobre nós. Sobre como nos colocamos, tantas vezes, no lugar dos fariseus, prontos para julgar, seguros da nossa própria moralidade. Mas é também sobre o Cristo que nos olha nos olhos, nos chama pelo nome e nos convida a começar de novo.

A mulher sai dali com algo que só a graça de Deus pode oferecer: uma nova história. Que a gente aprenda com Jesus a olhar menos para os pecados dos outros e mais para as possibilidades de recomeço que a graça oferece.

Como ler os livros proféticos


Você já teve dificuldade para compreender um texto de algum dos livros proféticos? Sabe quem eram e qual era a função dos profetas? Quer conhecer dicas para a interpretação dos textos proféticos? Então, continue lendo este artigo.

Observação importante: Como um site de confissão protestante, tomamos por base aqui a Bíblia com 66 livros.

Quem foram os profetas?


Antigamente, Deus falou, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, mas nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual também fez o universo. (Hebreus 1.1-2)

Profeta é uma pessoa que Deus levanta para anunciar Sua mensagem ao povo. Os profetas ocuparam uma posição única na história do povo de Israel, pois serviram como porta-vozes de Deus aos israelitas em momentos de crise nacional. Frequentemente eram chamados de homens de Deus, título que aparece cerca de 70 vezes no Antigo Testamento.

Os livros proféticos compõem um terço do Antigo Testamento. Mas é importante destacar que nem todos os profetas escreveram livros, como no caso de Elias, Eliseu, Natã e João Batista, por exemplo.

Divisão literária 


Os livros proféticos classificam-se em Profetas Maiores e Profetas Menores. Isso não significa que uns sejam mais importantes que outros, mas que uns livros têm mais capítulos que outros.

* Profetas Maiores: Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel.

* Profetas Menores: Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. 

Períodos

Os livros proféticos também podem ser classificados quanto ao período em que foram escritos: se antes, durante ou depois do exílio babilônico. Sobre o surgimento e a duração do ministério profético do Antigo Testamento, Alex Varughese¹ afirma

Durante o oitavo século a.C., a profecia tornou-se um fenômeno religioso contínuo em Israel. A liderança profética e o desenvolvimento literário dos Livros Proféticos continuaram durante meados do quinto século a.C. Estudiosos classificam esse período como o período clássico da profecia em Israel (800 - 450 a.C.). Os profetas canônicos pertencem a esse período.

* Profetas pré-exílio: Isaías, Jeremias, Oseias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miqueias, Naum, Habacuque, Sofonias.

* Profetas durante o exílio: Daniel e Ezequiel.

* Profetas pós-exílio: Ageu, Zacarias e Malaquias.

Interpretação dos livros proféticos

A mensagem profética, por vezes, é mal interpretada porque o leitor desconhece o contexto específico da profecia ou não faz um bom trabalho de estudo bíblico. 

Diante disso, como podemos interpretar os textos proféticos? Confira 3 dicas:

1. Observe os contextos (histórico, textual e geográfico) - leia o livro como um todo, procure textos relacionados ao assunto. Algumas Bíblias trazem notas de rodapé ou no meio da página com textos relacionados. Leia-os! Não fique apenas em um versículo. Observe também os mapas da época. Alguns lugares da época têm o mesmo nome de cidades ou países atuais, mas não ficam na mesma região. Um exemplo disso é a Síria de hoje, que não é a mesma Síria de antes.

2.  Identifique os personagens - quem são as pessoas ou reinos envolvidos na profecia? O que aconteceu com eles? Isso ajuda a entender se a profecia já foi cumprida ou não.

3.  Lembre-se da função do profeta - eles eram mensageiros em tempos de crises. Menos que 2% da profecia do AT é messiânica. Menos que 5% especificamente fala sobre a Nova Aliança. E menos de 1% das profecias dizem respeito a eventos ainda vindouros. Podemos aprender com as lições do passado, mas devemos ter cuidado ao afirmar que "o profeta disse que isso ou aquilo vai acontecer". 



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 ¹ VARUGHESE, Alex (ed). Descobrindo a Bíblia. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2012.

Os acontecimentos desde a ressurreição de Jesus até sua ascensão

 
Hoje trago para vocês os acontecimentos desde quando Jesus ressuscita até sua ascensão, com os textos bíblicos de referência nos quatro evangelhos. Esse pode ser um recurso interessante quando se está estudando temas relacionados à morte, ressurreição e ascensão de Jesus ou à Grande Comissão.

E se você gosta de curiosidades bíblicas, confira aqui o post com 50 curiosidades sobre a Bíblia, que foi um sucesso!

Mas, vamos aos fatos:

1. As mulheres visitam o sepulcro - Mateus 28.1-10, Marcos 16.1-8, Lucas 24.1-11.

2. Pedro e João visitam o sepulcro - Lucas 24.12, João 20.1-10.

3. Jesus aparece a Maria Madalena - Marcos 16.9-11, João 20.11-18

4. Os principais dos sacerdotes subornam os guardas do sepulcro - Mateus 28.11-15
Onde? Jerusalém

5. Jesus no caminho de Emaús - Marcos 16.12-13, Lucas 24.13-35.
Onde? Perto de Jerusalém

6. Jesus aparece a dez dos seus discípulos; Tomé está ausente - Marcos 16.14, Lucas 24.36-39, João 20.19-30.
Onde? Jerusalém

7. Jesus aparece aos onze; Tomé está presente - João 20.25-29.
Onde? Jerusalém

8. Jesus aparece a sete de seus discípulos e os ajuda na pesca - João 21.1-23
Onde? Galiléia

9. A grande comissão - Mateus 28.16-20, Marcos 16.15-18
Onde? Galiléia

10. A ascensão - Marcos 16.19-20, Lucas 24.50-53
Onde? Betânia

11. Últimas palavras do apóstolo João, finalizando seu evangelho - João 20.30-31, 21.24-25.
 

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8 dicas práticas para ajudar seu filho a desenvolver um relacionamento com Deus



Todo pai e toda mãe quer que o filho tenha um futuro brilhante. Para isso, investem em cursos de idiomas, esportes, uma boa escola... Mas você, pai ou mãe, tem pensado sobre a espiritualidade, isto é, o relacionamento do seu filho com Deus? Mais do que conhecimentos e habilidades, precisamos transmitir os valores eternos que formarão o caráter dos nossos filhos. Mais que um profissional bem sucedido, nossos filhos devem se tornar homens e mulheres de Deus.

Um primeiro problema que encontramos é que o maior acesso dos nossos filhos à informação nos leva, erroneamente, a acreditar que eles têm mais conhecimento e já sabem o que precisam. Há estimativas que afirmam que uma criança de 6 anos já assistiu a 5 mil horas de vídeos (na internet e/ou na televisão). Bebês de 2 anos já sabem assistir a vídeos no YouTube. E se falarmos de adolescentes então... É quase impossível encontrar um que não esteja conectado 24 horas por dia! Mas tudo isso não significa que nossos filhos saibam procurar aquilo que realmente precisam. A internet pode fornecer informação, mas a transformação da informação em conhecimento e o senso crítico que esse processo demanda ainda dependem de um adulto responsável que auxilie a criança e o adolescente.

O segundo problema é a terceirização da educação. Por diversos fatores, os pais passam cada vez menos tempo com os filhos, o que os leva a terceirizar a educação dos menores para a babá, a escola, o cursinho, a igreja, esperando que essas pessoas ou instituições supram todas as necessidades educacionais das crianças ou adolescentes. Porém, a Bíblia é bastante clara sobre a responsabilidade dos pais na educação dos filhos:

Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor.
Efésios 6.1 (Nova Almeida Atualizada)

É possível contar com o auxílio de pessoas e profissionais na educação dos nossos filhos, mas eles não substituem o nosso papel. Nesse sentido, ao falarmos da espiritualidade dos nossos filhos, a igreja deve ser vista como parceira e não como aquela que substitui o papel dos pais em ajudar os filhos a desenvolverem um relacionamento com Deus. Não basta levarmos nossos filhos para o culto infantil e a EBD; é necessário ensiná-los em casa a amar a Deus e se relacionarem com Ele.

Talvez nesse ponto você esteja dizendo: "Ok, tudo isso eu já sei. O que me faltam são ideias." Sabemos que o cotidiano é corrido e, por melhores que sejam as intenções dos pais, muitas vezes elas não se concretizam porque faltam ideias. Por isso, trago hoje 8 dicas práticas que você pode usar para ajudar seu filho a desenvolver um relacionamento com Deus.

1. Mostre Deus na sua rotina

Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça...
Mateus 6.33a

A maior influência que você pode exercer sobre os seus filhos está nas suas ações. Elas falam mais alto que as suas palavras. Então, reflita: seus filhos te veem orando, lendo a Bíblia? Você participa com prazer das atividades da igreja? Se o relacionamento com Deus for uma prioridade para você, seus filhos aprenderão a fazer o mesmo.

2. Não despreze a hora de dormir


Aproveite esse momento com seu filho. Conte uma história bíblica, converse sobre o dia dele e como Deus pode ajudá-lo, ore com ele... Há muitas possibilidades para que esse seja um momento de aprendizado e fortalecimento dos relacionamentos: seu com seu filho e do seu filho com Deus.

3. Use jogos

Aqui em casa, sempre que falta luz nós brincamos de adedonha (em alguns estados chamam de stop ou adedanha). Que tal aproveitar momentos assim e fazer um jogo com os filhos? Crianças ou adolescentes, não há quem não goste de um jogo. 

Hoje em dia, há jogos de quebra-cabeça e de tabuleiro com temas bíblicos. Mas você mesmo pode adaptar jogos como a adedonha, colocando personagens bíblicos, livros, etc. E o que dizer dos antigos campeonatos de quem sabe mais versículos de cor ou quem abre primeiro a Bíblia num texto específico, feitos na EBD e em grupos de adolescentes e jovens? O jogo é lúdico e pode servir de pretexto para iniciar uma conversa com seu filho sobre a Bíblia.

4. Músicas

Quem não gosta de música? É raro encontrar alguém assim. A música nos acalma ou nos energiza; faz pensar ou ajuda a nos conectarmos com nossas emoções. É bem provável que seu filho goste de um estilo musical ou tenha uma música favorita. Converse com ele sobre a letra dessa música; apresente músicas que falem do caráter de Deus. Com o YouTube e o Spotfy as possibilidades são infinitas!

5. Estudar juntos a lição da EBD

Ao invés de cada um fazer a lição separadamente, que tal reunir a família para estudarem a lição juntos? Mesmo sendo temas diferentes, vocês podem compartilhar ideias e experiências sobre os temas, aprofundando os tópicos abordados na lição.

6. Culto doméstico

Você e sua família costumam fazer o culto doméstico? Não? Então, vocês estão perdendo uma excelente oportunidade de louvar a Deus em família e exercitar os dons de cada um. Vocês podem estudar um tema diferente a cada semana, fazer a leitura de um livro da Bíblia juntos e compartilharem no culto a impressão de cada um ou ainda fazer uma série de estudos sobre um tema específico por mês.

O culto doméstico não precisa ser nada complicado. Cada um pode ficar responsável por uma parte do culto (oração, cânticos, reflexão bíblica). As crianças costumam se empolgar muito quando têm a chance de participar do culto doméstico.

7. Livros, gibis na linguagem da criança ou adolescente

Há quem diga que as crianças e adolescentes de hoje em dia não gostam de ler. Em parte essa afirmação é verdadeira, se considerarmos a leitura de livros densos e clássicos. Mas se analisarmos fenômenos de vendas como as séries Harry Poter, Jogos Vorazes e outros, veremos que eles leem, sim. Leem aquilo que desperta a atenção e a curiosidade.

Por que não usar então uma literatura cristã na linguagem dos pequenos? O mercado hoje tem boas ofertas de livros, revistas e gibis com temas cristãos, escritos em linguagem acessível, com assuntos interessantes para cada faixa-etária.

8. Bullet Journal

Você já conhece o bullet journal (diário em tópicos)? Ele virou febre nos últimos tempos e é fácil encontrar ideias de como fazer o seu nas redes sociais. Inspirado no bullet journal, muitas pessoas têm feito um diário devocional, para registrar seus momentos devocionais: orações, meditação bíblica, louvores...

Ele pode ser feito utilizando um caderno simples ou você pode aproveitar modelos prontos disponibilizados na internet. Aqui mesmo já postei um modelo que você pode baixar, imprimir e dar ao seu filho. 



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Estudo bíblico: Paulo, um discípulo exemplar


Um jovem chamado Saulo tornou-se perseguidor da Igreja de Cristo logo após a morte de Estevão (Atos 7.59). Ele passou a prender cristãos, mas o que ele não entendia era o fato de homens e mulheres estarem dispostos a morrer por causa de um homem que, para Saulo e os religiosos de sua época, era uma grande farsa, uma fraude.

Como homens e mulheres podiam abrir mão de suas vidas, famílias e recursos por alguém que havia morrido? Havia um conflito, uma inquietação persistente no coração daquele jovem (Atos 8.1; 22.20; 26.14).

Numa viagem para Damasco, para prender mais cristãos, ele viveu a experiência mais transformadora de sua vida. O que aconteceu? Leia a história em Atos 9.1-18.

Saulo ouviu o chamado irresistível para seguir a Jesus


Em sua viagem, quando se aproximava de Damasco, de repente brilhou ao seu redor uma luz vinda do céu. Ele caiu por terra e ouviu uma voz que lhe dizia: "Saulo, Saulo, por que você me persegue?" Saulo perguntou: "Quem és tu, Senhor?" Ele respondeu: "Eu sou Jesus, a quem você persegue". (Atos 9.3-5)

O próprio Jesus toma a iniciativa de se apresentar e pessoalmente se revelar a Saulo. Isso mudou sua mente e seu coração. Ele entendeu porque os cristãos se dispunham a sofrer pelo Senhor. Ele era real e, de fato, havia ressuscitado!

Saulo obedeceu ao chamado irresistível e passou a viver os planos de Deus


A palavra obediência necessita ser parte da vida do discípulo em toda sua jornada. No Novo Testamento, seu significado é "submissão ao que é ouvido", ou seja, a obediência como a resposta a alguém falando.

Assim perguntei: Que devo fazer, Senhor? Disse o Senhor: "Levante-se, entre em Damasco, onde lhe será dito o que você deve fazer". (Atos 22.10)

Saulo ouviu a ordem do Senhor e se submeteu a ela plenamente, mas não fez isso somente naquele dia. Ele passou a viver com os ouvidos abertos a Deus, executando o que o Senhor falava com ele.

Paulo renunciou seu eu e imitou as atitudes irresistíveis do seu Senhor


É verdade que eu também poderia confiar na carne. Se alguém pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais: fui circuncidado no oitavo dia, sou da linhagem de Israel, da tribo de Benjamin, hebreu de hebreus; quanto à lei, eu era fariseu; quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Na verdade, considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor. Por causa dele perdi todas as coisas e as considero como esterco, para ganhar a Cristo... (Filipenses 3.4-8)

Depois da conversão, Saulo passou a ser chamado de Paulo. Ficou 14 anos num profundo anonimato, mas não estava esquecido por Deus. Nesse período, ele foi tratado e recebeu revelações extraordinárias do Senhor. Ele era um homem cheio de si e teve que se render a Jesus para segui-lo. Ele amadureceu com o passar dos anos e se tornou muito parecido com o Senhor. Veja o seu progresso e maturidade, baseados nas declarações do apóstolo:

  • Em 49 d.C., Paulo afirmou que ele era igual aos outros apóstolos. (Gálatas 2.8,9)
  • Em 53 d.C., Paulo afirmou que ele era o menor dos outros apóstolos. (1 Coríntios 15.9)
  • Em 61 d.C., Paulo afirmou que ele era o menor dos santos. (Efésios 3.8)
  • Em 65 d.C., Paulo afirmou que ele era o pior dos pecadores. (1 Timóteo 1.15)

Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos. (João 15.8)

Paulo viveu como um discípulo exemplar e deixou um grande legado  


Paulo viveu como um discípulo e usou todo o seu tempo para discipular outras pessoas. Seu legado não está marcado pelos prédios, mas pelas vidas que foram impactadas. Cada cristão precisa, diante de Deus, assumir o compromisso de fazer outros discípulos. (Mateus 28.19,20)

Ele estava preso e seria morto. Escreveu uma carta ao seu discípulo Timóteo, como que passando o bastão, onde afirmou: "Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé". (II Timóteo 4.7)

Estudo bíblico: Qual é a minha vocação?


A adolescência é uma fase marcada pelas descobertas e uma das mais importantes se refere à descoberta da vocação, ou seja, do propósito de vida que envolve tanto a escolha profissional quanto a realização pessoal.

Para ajudar nossos adolescentes e jovens, disponibilizo um estudo que foi aplicado na EBD de nossa igreja sobre vocação, pensada tanto a partir das habilidades e sonhos pessoais quanto do papel no Reino que a vocação de cada um pode desempenhar.

Clique no link abaixo para baixar o arquivo:

Estudo bíblico: um encontro transformador (Atos 8.26-40)


A igreja tem a tendência natural de se acomodar. Isso mostra o quanto ela sofre profundamente com uma crise de identidade. Afinal se ela falhar naquilo que foi chamada para ser e fazer (o fazer discípulos), instala-se uma crise de identidade: para quê ela existe, então?
  
No entanto, essa acomodação acontece desde o início da história da igreja. Antes de subir ao céu, Jesus deu uma ordem muito clara:

Mas vocês receberão poder, ao descer sobre vocês o Espírito Santo, e serão minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judeia e Samaria e até os confins da terra. (Atos 1.8)

Essa ordem direcionava a missão da igreja, que começava em Jerusalém, mas se estendia por Samaria, Judeia e os confins da terra. Porém, o que a igreja fez? Ficou circulando pelos territórios de Jerusalém por duas décadas. 

Para mudar esse quadro, Deus entra em cena e permite que uma implacável perseguição retire todos os cristãos de Jerusalém, ficando apenas os apóstolos. Essa sacudida espalhou a igreja pelas regiões da Judeia e Samaria (Atos 8.1), levando o evangelho a pessoas carentes e desejosas de conhecer o verdadeiro Deus, por meio da ação do Espírito Santo. 

Uma das pessoas que Deus usou para espalhar o evangelho foi Filipe, na história registrada em Atos 8.26-40. O texto conta a história de um oficial da Etiópia que foi a Jerusalém para conhecer Deus. E o que ele encontrou na cidade? Um sistema religioso muito bem construído com templo, sacerdotes e sacrifícios para que o homem se relacionasse com o Criador. Mas logo encontrou uma barreira: um estrangeiro poderia converter-se ao judaísmo, mas o etíope, que era eunuco, não podia participar plenamente da adoração no templo, pois a lei o proibia (Deuteronômio 23.1).

Imagine a frustração daquele homem! Viajou tanto para não encontrar quem tanto procurava! Contudo, Deus não abandona aqueles que tem necessidade dele. Ele vai ao encontro e se revela por meio da sua igreja. É nesse momento da história que entrará em cena um cristão chamado Filipe. Cheio do Espírito Santo, ele ouve a voz de Deus para ir ao encontro do eunuco na estrada de Gaza. Ele vai e ao chegar ali, encontra o homem lendo o livro de Isaías no trecho que corresponde ao capítulo 53. Porém, ele não entendia nada do que lia!

O que Filipe faz? Ele aproveitou a oportunidade, se aproximou e acompanhou o eunuco. Ouviu atentamente e fez perguntas. Quando foi convidado pelo homem a sentar-se ao lado dele na carruagem, apresentou Jesus ao eunuco, partindo do texto de Isaías.

A clareza da mensagem fez o eunuco abrir seu coração, declarando abertamente sua fé em Cristo, assumindo imediatamente o compromisso com o Senhor por meio do batismo (Romanos 6.4). Tornou-se uma nova criatura e voltou para seu país cheio de alegria (Atos 8.39; II Coríntios 5.17), como servo de Deus.

A igreja precisa estar cheia do Espírito Santo e ser sensível à sua voz. Seguir a direção que Ele der e ir ao encontro das pessoas que estão no caminho desejosas de conhecer pessoalmente a Deus e não conseguem por causa da religiosidade, que se preocupa mais com as estruturas que com as pessoas.

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