Um jovem chamado Saulo tornou-se perseguidor da Igreja de Cristo logo após a morte de Estevão (Atos 7.59). Ele passou a prender cristãos, mas o que ele não entendia era o fato de homens e mulheres estarem dispostos a morrer por causa de um homem que, para Saulo e os religiosos de sua época, era uma grande farsa, uma fraude.
Como homens e mulheres podiam abrir mão de suas vidas, famílias e recursos por alguém que havia morrido? Havia um conflito, uma inquietação persistente no coração daquele jovem (Atos 8.1; 22.20; 26.14).
Numa viagem para Damasco, para prender mais cristãos, ele viveu a experiência mais transformadora de sua vida. O que aconteceu? Leia a história em Atos 9.1-18.
Saulo ouviu o chamado irresistível para seguir a Jesus
Em sua viagem, quando se aproximava de Damasco, de repente brilhou ao seu redor uma luz vinda do céu. Ele caiu por terra e ouviu uma voz que lhe dizia: "Saulo, Saulo, por que você me persegue?" Saulo perguntou: "Quem és tu, Senhor?" Ele respondeu: "Eu sou Jesus, a quem você persegue". (Atos 9.3-5)
O próprio Jesus toma a iniciativa de se apresentar e pessoalmente se revelar a Saulo. Isso mudou sua mente e seu coração. Ele entendeu porque os cristãos se dispunham a sofrer pelo Senhor. Ele era real e, de fato, havia ressuscitado!
Saulo obedeceu ao chamado irresistível e passou a viver os planos de Deus
A palavra obediência necessita ser parte da vida do discípulo em toda sua jornada. No Novo Testamento, seu significado é "submissão ao que é ouvido", ou seja, a obediência como a resposta a alguém falando.
Assim perguntei: Que devo fazer, Senhor? Disse o Senhor: "Levante-se, entre em Damasco, onde lhe será dito o que você deve fazer". (Atos 22.10)
Saulo ouviu a ordem do Senhor e se submeteu a ela plenamente, mas não fez isso somente naquele dia. Ele passou a viver com os ouvidos abertos a Deus, executando o que o Senhor falava com ele.
Paulo renunciou seu eu e imitou as atitudes irresistíveis do seu Senhor
É verdade que eu também poderia confiar na carne. Se alguém pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais: fui circuncidado no oitavo dia, sou da linhagem de Israel, da tribo de Benjamin, hebreu de hebreus; quanto à lei, eu era fariseu; quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Na verdade, considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor. Por causa dele perdi todas as coisas e as considero como esterco, para ganhar a Cristo... (Filipenses 3.4-8)
Depois da conversão, Saulo passou a ser chamado de Paulo. Ficou 14 anos num profundo anonimato, mas não estava esquecido por Deus. Nesse período, ele foi tratado e recebeu revelações extraordinárias do Senhor. Ele era um homem cheio de si e teve que se render a Jesus para segui-lo. Ele amadureceu com o passar dos anos e se tornou muito parecido com o Senhor. Veja o seu progresso e maturidade, baseados nas declarações do apóstolo:
- Em 49 d.C., Paulo afirmou que ele era igual aos outros apóstolos. (Gálatas 2.8,9)
- Em 53 d.C., Paulo afirmou que ele era o menor dos outros apóstolos. (1 Coríntios 15.9)
- Em 61 d.C., Paulo afirmou que ele era o menor dos santos. (Efésios 3.8)
- Em 65 d.C., Paulo afirmou que ele era o pior dos pecadores. (1 Timóteo 1.15)
Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos. (João 15.8)
Paulo viveu como um discípulo exemplar e deixou um grande legado
Paulo viveu como um discípulo e usou todo o seu tempo para discipular outras pessoas. Seu legado não está marcado pelos prédios, mas pelas vidas que foram impactadas. Cada cristão precisa, diante de Deus, assumir o compromisso de fazer outros discípulos. (Mateus 28.19,20)
Ele estava preso e seria morto. Escreveu uma carta ao seu discípulo Timóteo, como que passando o bastão, onde afirmou: "Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé". (II Timóteo 4.7)

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