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Estudo bíblico: A parábola do fariseu e do publicano (Lucas 18)


Na parábola do fariseu e do publicano, Jesus trata de um assunto bastante atual nos arraiais evangélicos e que tem levado muitas pessoas a viverem suas vidas distantes dos ensinos de Jesus no que se refere ao relacionamento com Deus.

Essa parábola é destinada por Jesus às pessoas que confiam em sua própria justiça e desprezam as outras pessoas por se sentirem e por se verem superiores a elas (Lucas 18.9). Ele percebeu que muitas pessoas que se aproximavam para ouvi-lo, confiavam na própria justiça e não na misericórdia de Deus para serem salvas. Embora a humildade e a oração estejam presentes na parábola, o tema central do texto é a justiça e como alcançá-la.

Para explicar esse assunto, Jesus conta a história de dois homens que vão juntos com a multidão ao templo para orar. Todos os dias, pela manhã (às 9h) e à tarde (às 15h), os sacerdotes apresentavam um sacrifício de holocaustos pelos pecados do povo. As pessoas se posicionavam no pátio para acompanharem, contritas, aquele ato. Quando o sacerdote voltava do lugar santo, após aspergir o sangue do animal, pegava a brasa do altar e queimava o incenso, símbolo das orações na Bíblia (Lucas 1.9,10). Quando isso acontecia, os presentes apresentavam suas orações ao Senhor. Na literatura bíblica, o verbo orar podia significar um momento de devoção particular ou de adoração coletiva. Assim, pelo contexto e pela cultura daqueles dias, os ouvintes de Jesus entenderam que os homens subiram ao templo para adoração pública a Deus.

O problema surge quando analisamos a atitude do fariseu. Quem era o fariseu? Era membro de um dos principais grupos religiosos dos judeus. Seguiam rigorosamente a Lei de Moisés, as tradições e os costumes dos antepassados. Pela fama de piedosos que ostentavam, eles gostavam de exibir sua condição de religiosos, fazendo orações em lugares públicos. Eram pessoas hipócritas, que viviam de aparências, religiosos que gostavam de aparecer, mas não viviam o que pregavam. 

O que o texto diz que o fariseu fez?

...em pé, orava no íntimo (dizia de si para si): Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. (Lucas 18.11,12)

Quando estava no pátio do templo, ele se afastou, isolando-se das demais pessoas. Para ele, as pessoas que eram pecadoras e poderiam contaminá-lo. Ele demonstra sua percepção distorcida. Parou por aí? Não! Ele não ora a Deus, mas a si mesmo, exalta sua própria "moralidade", despreza as outras pessoas e confia em sua própria justiça.

Por outro lado, o publicano, que fazia parte do grupo profissional da época de Jesus que era contratado pelos romanos para cobrar impostos e taxas alfandegárias. Eles eram desprezados pelos demais judeus, especialmente pelos fariseus, pois os consideravam traidores e corruptos. Quando desejavam orar, eles procuravam a área externa do templo a qual tinham acesso por serem judeus. Foi exatamente isso que fez o publicano da parábola. 

Por que Jesus disse que ele e não o outro foi justificado diante de Deus? Ele foi à presença de Deus com o coração quebrantado, orava realmente a Deus, se manteve consciente de quem era. Foi à presença de Deus crendo no perdão. Pediu a Deus que fosse propício com ele. Pediu sua justificação e foi atendido (Lucas 18.13,14). 

A parábola nos ensina que um relacionamento correto com Deus é um presente de Deus que vem pela expiação de Jesus e não pode ser alcançado somente pela observação e prática da lei como o fariseu, pois a justiça própria distorce a visão que se tem de Deus, de si mesmo e do próximo. 

Somente os que enxergam sua própria indignidade na presença da oferta da graça de Deus podem se aproximar da santidade de Deus e receber essa graça apropriadamente.

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