A parábola do semeador é uma das 4 parábolas contadas nos evangelhos sinópticos (Mateus, Marcos e Lucas). Os ouvintes de Jesus não tiveram dificuldades para imaginar a cena narrada pelo Senhor. A maioria deles residia em vilas ou aldeias agrárias e estavam envolvidos na agricultura. Assim, eles tinham vivas na mente as imagens de um semeador, que leva a tiracolo uma bolsa com sementes. Conforme caminhava, ele enchia a mão com sementes em intervalos regulares e as espalhava pelo terreno.
Embora seja conhecida como "parábola do semeador", o foco não está nele, mas sim nos solos que recebem as sementes.
A semente que é lançada nos solos é a Palavra de Deus (Lucas 8.11), a mensagem do Reino (Mateus 13.18,19). Essa semente é perfeita e imutável (Isaías 40.8). Ele tem poder para regenerar, salvar (1 Pedro 55.10,11). A fé vem por ouvi-la (Romanos 10.17), por essa razão, os semeadores precisam cuidar para que não haja desvio da genuína mensagem ao compartilhá-la com as pessoas.
No centro da história está a semente que é lançada em quatro tipos diferentes de solos que se apresentam em graus distintos de receptividade. Cada um dos solos apresenta a imagem do coração do ser humano. O coração onde a semente da Palavra de Deus deve criar raízes para frutificar.
O solo duro
O semeador saiu a semear. Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho; foi pisada e as aves do céu a comeram (...) As que caíram à beira do caminho são os que ouvem, e então vem o diabo e tira a palavra dos seus corações, para que não creiam e sejam salvos (Lucas 8.5, 12).
O solo à beira do caminho é aquele que era usado na época para que o agricultor chegasse ao local da plantação. Se você já foi ao interior ou algum local com mato ou grama, já deve ter visto esse tipo de caminho, feito pelas pessoas que pisam na vegetação e, assim, o chão ali fica duro, compacto. Exatamente por isso, as sementes que ocasionalmente caíam ali não entravam na terra e acabavam pisadas ou comidas pelas aves.
Esse solo representa as pessoas que não tem uma mente aberta e receptiva para permitir que a Palavra de Deus os transforme. O evangelho nunca transformará corações como esses porque não pode entrar neles. Com isso, o Diabo aproveita para retirar o que ali é semeado.
O solo pedregoso
Parte dela caiu sobre pedras e, quando germinou, as plantas secaram, porque não havia umidade (...) As que caíram sobre as pedras são os que recebem a palavra com alegria quando a ouvem, mas não tem raiz. Creem durante algum tempo, mas desistem na hora da provação. (Lucas 8.6,13)
Os terrenos, na época de Jesus, não eram totalmente planos e perfeitos para o cultivo. Haviam grandes pedras que eram afastadas para as beiras do terreno e algumas sementes podiam cair nelas.
Esse solo representa as pessoas que ouviram a mensagem de Cristo e receberam bem seus ensinos, num primeiro momento. Contudo, a alegria que sentiram não se fundamenta em em convicção pessoal, mas em estímulos externos e emoções. Com a falta deles, o interesse inicial acaba e a fé some, pois ela é superficial e sem raízes. Quando a provação chega, essas pessoas abandonam a jornada.
O solo espinhoso representa as pessoas que creram, mas a fé foi sufocada pelas preocupações com as coisas dessa vida, com a busca pelas riquezas e os prazeres carnais e, com isso, não produzem. São infrutíferos.
O solo bom é o solo adequado para a plantação e representa o coração bondoso. O bom ouvinte faz três coisas: ouve atentamente, guarda o que ouve em sua mente e coração, e medita nisso até descobrir o significado, com o auxílio do Espírito. Finalmente, ele age: traduz em ação aquilo que ouviu.
Esse solo representa as pessoas que ouviram a mensagem de Cristo e receberam bem seus ensinos, num primeiro momento. Contudo, a alegria que sentiram não se fundamenta em em convicção pessoal, mas em estímulos externos e emoções. Com a falta deles, o interesse inicial acaba e a fé some, pois ela é superficial e sem raízes. Quando a provação chega, essas pessoas abandonam a jornada.
O solo espinhoso
Outra parte caiu entre espinhos, que cresceram com ela e sufocaram as plantas (...) As que caíram entre espinhos são as que ouvem, mas, ao seguirem seu caminho, são sufocados pelas preocupações, pelas riquezas e pelos prazeres desta vida, e não amadurecem. (Lucas 8.7,14)
O solo espinhoso representa as pessoas que creram, mas a fé foi sufocada pelas preocupações com as coisas dessa vida, com a busca pelas riquezas e os prazeres carnais e, com isso, não produzem. São infrutíferos.
O bom solo
Outra ainda caiu em boa terra. Cresceu e deu boa colheita, a cem por um. Tendo dito isso, exclamou: Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça! (...) Mas as que caíram em boa terra são os que, com coração bom e generoso, ouvem a palavra, a retêm e dão fruto, com perseverança. (Lucas 8.8,15)
O solo bom é o solo adequado para a plantação e representa o coração bondoso. O bom ouvinte faz três coisas: ouve atentamente, guarda o que ouve em sua mente e coração, e medita nisso até descobrir o significado, com o auxílio do Espírito. Finalmente, ele age: traduz em ação aquilo que ouviu.

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