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Estudo Bíblico: A parábola do rico insensato


As Escrituras enfatizam a importância de se ter um relacionamento certo com os bens materiais. Há mais de duzentos versículos nos evangelhos sobre dinheiro e quase metade das parábolas de Jesus faz menção ao relacionamento com bens materiais. Dentre essas parábolas está a do rico insensato, registrada em Lucas 12.13-31.

Alguém da multidão lhe disse: "Mestre, diga a meu irmão que divida a herança comigo". Respondeu Jesus: "Homem, quem me designou juiz ou árbitro entre vocês?" Então lhes disse: "Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens". (Lucas 12.13-15)

Com essa frase, Jesus advertiu os presentes contra todo tipo de ganância - desejo desordenado e insaciável para ganhar e acumular mais. Em vez de discutir quem estaria certo ou errado na situação, Jesus chama a atenção para os perigos dessa atitude. A solução capaz de trazer cura e restauração entre os dois irmãos não estava na divisão da herança, mas no fim da ganância e do egoísmo do coração deles.

O Senhor conta, então, a parábola do rico insensato, que narra a história de um homem que já era rico e que suas terras haviam produzido uma safra extraordinária. Nada sugere que ele tenha trabalhado mais do que nos outros anos para que a terra produzisse tanto, a ponto de lhe faltar espaço em seus celeiros. Tudo indica que ele não reconhece que essa safra em abundância era fruto da bênção de Deus e que o Senhor, de fato, era dono das safras, da terra e, diga-se de passagem, de tudo que ele possuía.

A história relata seu diálogo consigo mesmo em todo o tempo. Possivelmente, por causa de suas atitudes. Ele vivia sem amigos e família.

O problema


A fala daquele homem era sobre o que fazer com toda a "minha colheita", "minhas safras", "meus celeiros", "meus bens". Perceba que ele não fazia qualquer menção de Deus ou de suas bênçãos. Em sua mente, tudo lhe pertencia e não planejava de forma alguma usar aquela colheita abundante para beneficiar os outros ou glorificar ao Senhor. 

Ele faz planos para o presente


Já sei o que vou fazer. Vou derrubar os meus celeiros e construir outros maiores, e ali guardarei toda a minha safra e todos os meus bens. (Lucas 12.18)

Aquele homem rico, ganancioso e egoísta, apesar de já ter tanto, planeja estocar a safra em celeiros novos e maiores, para garantir sua situação financeira. Em nenhum momento ele pensa em repartir uma parte que fosse de sua produção com os mais pobres. 

Em vários ensinamentos, Jesus afirma que aquilo que temos e sabemos deve ser usado para que o Reino de Deus chegue às pessoas que ainda não o conhecem. São ferramentas para o nosso sustento, mas também para a evangelização e a prática das boas obras. 

Já pensou em como você pode abençoar outras pessoas com seus dons, recursos materiais, conhecimentos, tempo, etc.?

Ele faz planos para o futuro


Ele pensa:

"Você tem grande quantidade de bens, armazenados para muitos anos. Descanse, coma, beba e alegre-se. Contudo, Deus lhe disse: 'Insensato...'". (Lucas 12.19)

O homem foi chamado de insensato. Essa palavra é usada no Antigo Testamento para se referir a alguém que se recusa a reconhecer sua dependência de Deus. O homem rico é chamado de insensato por ter excluído Deus de sua vida. Vê seus bens materiais como a segurança do seu futuro. Em sua mente, se as finanças estiverem bem, então o futuro está resolvido. Ele pode beber, comer e se alegrar. O que poderia dar errado? O homem rico não levou em consideração que Deus lhe concedera a abundância e, sendo assim, deveria lhe prestar contas do que recebera.

O homem rico não incluiu Deus em sua vida. Na sua maneira de pensar, tudo lhe pertencia. Mas Jesus estava ensinando que tudo é nosso, de certa forma, por empréstimo e que tudo a Deus pertence, como diz o Salmo 24.1. 

A prestação de contas


Ao final, a pergunta feita ao homem rico foi:

...esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou? (Lucas 12.20)

A fala de Deus ao homem traz a ideia de prestação de contas. O fim da vida daquele homem é como o dia da quitação de um empréstimo, o que mostra quão sem propósito e insensatos eram seus planos. Seus bens não lhe garantiam nenhuma segurança real. 

Jesus conclui a parábola dizendo:

Assim acontece com quem guarda riquezas para si, mas não é rico para com Deus. (Lucas 12.21)

O rico insensato viu a bênção de uma colheita farta como um meio para prover para si mesmo prazer e segurança. Pensou apenas em si próprio, no seu futuro e no seu bem-estar. Não considerou que Deus talvez lhe tivesse concedido aquele bônus por uma razão maior que seus desejos egoístas, como ajudar os pobres e necessitados, por exemplo.

Ser rico para com Deus


O que isso quer dizer? Nos versículos após a história, Jesus ensina sobre confiar nossas vidas e necessidades a Deus. Explica que se Deus alimenta as aves que não estocam em armazéns ou celeiros e se veste os lírios do campo, certamente cuidará de nós. Ele diz que devemos depositar em Deus nossa confiança, buscar Seu reino e que Ele cuidará de nós. (Lucas 12.22-34)

Jesus disse:

Não busquem ansiosamente o que hão de comer ou beber; não se preocupem com isso. Pois o mundo pagão é que corre atrás dessas coisas; mas o Pai sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, o Reino de Deus e essas coisas lhes serão acrescentadas. (Lucas 12.29-31)

A mensagem é que devemos juntar nosso tesouro no céu (Lucas 12.34). Somos ricos para com Deus quando o reconhecemos, atendemos aos seus pedidos, vivemos em conformidade com seus ensinamentos e procuramos fazer sua vontade.

O problema do rico da parábola não estava propriamente nas riquezas, mas no fato de que seu coração estava no tesouro e não em Deus. Ele não era rico para com Deus nem estava acumulando seu tesouro no céu, mas gananciosamente, apegando-se à sua abundância sem levar em conta Deus ou as pessoas que poderiam precisar daqueles recursos.

E quanto a nós? Estamos reconhecendo que tudo que temos pertence a Deus? Consultamos a Deus no que diz respeito à gestão das nossas finanças? Nós agradecemos a Deus e o louvamos por suprir nossas necessidades? Quando Ele nos abençoa financeiramente, procuramos abençoar outros em necessidade?

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